
20/06/2017, terça-feira
Fotos: José Ribeiro
Tabatinga (AM) – Aeroportuários do
Aeroporto Internacional de Tabatinga, hoje pela manhã, terça-feira (20/06),
fizeram um ato contra a privatização/extinção da INFRAERO em frente ao
aeroporto. Além dos empregados da INFRAERO também se juntaram ao ato outras
categorias que atuam no aeroporto. Não houve paralisação de nenhum serviço no
aeroporto.
Segundo o Secretário Geral do Sindicato
Nacional dos Aeroportuários (Sina), Célio Alberto, em entrevista ao jornal Em
Tempo, a medida pode afetar até 12 mil trabalhadores diretos em todo o país,
sendo 400 apenas no Amazonas. Contando com os empregos indiretos, o Sina estima
que até 30 mil postos de trabalho sejam perdidos no país – 1300 no Amazonas. “Não
podemos permitir que isso aconteça, especialmente na região Norte, onde a
estrutura é menor. Nossos Estados têm mais necessidade da presença do poder
público”, disse.
Mobilização
A iniciativa foi repetida país afora, em
todos os 52 aeroportos ameaçados de privatização pela medida. Alberto teceu
duras acusações sobre as privatizações. “Este modelo vem dando errado desde
2012, e os que foram privatizados, tiveram por objetivo lavar dinheiro. Assim
aconteceu com os diretores presos da Odebrecht, OAS e Engevix, envolvidos nas
privatizações” completou o Secretário Geral do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Célio Alberto.
Privatizações
A Infraero anunciou plano para concessão
dos Terminais de Cargas (Tecas) nos aeroportos “Navegantes”, em Santa Catarina,
Eduardo Gomes, em Manaus e Joinville, também no estado catarinense. Em
Manaus, serão concedidos mais de 49 mil metros quadrados de área operacional,
por 10 anos, com preço básico inicial de R$ 3 milhões e valores mensais mínimos
de R$ 2,7 milhões.
Outros cinco processos licitatórios já
foram realizados, em Goiânia (GO), Curitiba (PR), Vitória (ES), São José dos
Campos e Recife (PE), sendo que, os quatro primeiros, já tem contrato assinado.
Com informações do jornal Em Tempo
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