Base Arpão em Jutaí é aposta para sufocar crime organizado nas rotas fluviais do Amazonas

Estrutura deve reforçar fiscalização em área estratégica do tráfico, onde drogas, garimpo ilegal e biopirataria se interligam


Nova estrutura em Jutaí servirá como ponto de bloqueio para o tráfico internacional de drogas no Solimões. (Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)

08/04/2026, quarta-feira

Nos rios que cortam os municípios do interior do Amazonas e ligam essas cidades à capital, Manaus, o silêncio da floresta esconde uma rotina tensa. Embarcações vão e vêm, levando moradores, alimentos e mercadorias. Mas, há anos, o que tira o sossego de muitos ribeirinhos é o medo de dividir o mesmo caminho com uma rede de crimes que se cruza no meio do rio e desafia até a presença do Estado. Drogas, ouro ilegal, biopirataria e madeira retirada de forma irregular passam por ali, misturadas à vida ribeirinha.

A chegada da Base Fluvial Arpão 1 a Jutaí (município a 751 quilômetros de Manaus), prevista para próximo mês, é uma esperança de mudança na rotina de quem vive às margens desses rios. A estrutura foi apresentada à imprensa na última quinta-feira (26/04), durante o lançamento do projeto.


Fiscalização será intensificada em rotas que ligam o Alto Solimões à capital amazonense. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Marcus Vinícius Almeida, e o chefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Bruno Azevedo, falaram sobre como esses crimes se conectam e como as forças de segurança estão tentando conter esse avanço.

Crimes interligados

Segundo Azevedo, nada acontece de forma isolada na região. Um crime puxa o outro, e todos crescem, principalmente, onde o acesso é mais difícil. Ele destacou que as rotas do tráfico que passam pelo Amazonas, por exemplo, começam fora do país e só funcionam porque encontram apoio local.



O chefe do Estado-Maior Geral da PMAM, coronel Bruno Azevedo, destacou que crimes como tráfico, garimpo ilegal e biopirataria atuam de forma interligada na região. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

“Os dados de inteligência apontam que nós temos traficantes que vêm tanto do Peru quanto da Colômbia para trazer a droga para Manaus e, de lá, fazer a distribuição. E, infelizmente, muitas vezes, essas pessoas recrutadas são da própria comunidade ribeirinha, seduzidas pelo tráfico para atuar como ‘mulas’”, explicou Azevedo.

Continue lendo a matéria aqui.

Fonte: A CRÍTICA

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem