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HISTÓRIA DE TABATINGA (AM)

Atualizado em 13/07/2017 às 15:53


Orla de TabatingaTabatinga é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas. Pertencente à Mesorregião do Sudoeste Amazonense e Microrregião do Alto Solimões, sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012, era de 54 440 habitantes, sendo o município mais populoso de sua microrregião e mesorregião e o sétimo mais populoso do estado.

O município está localizado no extremo oeste do estado do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil-Colômbia-Peru, tendo sido criado em 1983. Apresenta uma conurbação com a cidade colombiana de Letícia.

 

Etimologia

A palavra Tabatinga é de origem indígena, vindo do tupi (towa'tinga) e tendo seu significado designado como barro branco ou barro esbranquiçado. Acredita-se que os tupis referiam--se à região como towa'tinga por contra do barro branco encontrado abundantemente no fundo dos rios. No Tupi Guarani, a palavra quer dizer também casa pequena.

História


Em meados do século XVII, registra-se a existência, junto à foz do Rio Solimões, de uma aldeia fundada pelos jesuítas. Próximo ao local são estabelecidos em 1766 um posto militar e um posto fiscal, tendo em vista tratar-se de região fronteiriça à Colômbia e ao Peru. O responsável pelo estabelecimento do posto militar na região foi Fernando da Costa Ataíde Teives, que formou também um posto de guarda de fronteiras entre domínios do Reino de Portugal e da Espanha, além de outros postos miltares. Formou-se então, a partir daí, a povoação de São Francisco Xavier de Tabatinga.
Entre todas as três povoações de fronteira de maior expressão (São Francisco Xavier de Tabatinga, Vila Ipiranga e Vila Bittencourt) apenas a primeira prosperou ativamente. Em 1866, no dia 28 de junho, o marco dos limites entre Brasil e Peru foi fixado perto da povoação. Até então, a região era pertencente ao município de São Paulo de Olivença, sendo pouquíssimos municípios de fato criados até a data. Em 1898, com o desmembramento do território de São Paulo de Olivença e emancipação do distrito de Benjamin Constant, o povoado de Tabatinga passa a pertencer ao recém-criado município, incluindo-se neste como um dos subdistritos do distrito-sede.
Em 4 de junho de 1968, pela Lei Federal 5.449, todo o município de Benjamin Constant foi classificado como Área de Segurança Nacional. Por um longo período, Tabatinga foi um subdistrito de Benjamin Constant. A emancipação política de Tabatinga deu-se apenas em 10 de dezembro de 1981, pela Emenda Constitucional do Amazonas nº 12, que passou a determinar o subdistrito de Tabatinga um município autônomo. A instalação do município ocorreu em 1 de fevereiro de 1983.
 

Demografia

(Censo 2010)
  • População Rural: 15.908
  • População Urbana: 36.371
  • População Total: 52.279
  • Total de Mulheres: 25.932
  • Total de Homens: 26.347

Geografia

Tabatinga está localizada no meio da maior floresta tropical do planeta, a selva amazônica, à margem esquerda do Rio Solimões fazendo fronteira com a Colômbia e o Peru. Possui uma área de 3.239,3 km².
Toda a região está coberta por florestas (altas, baixas e pouco densas) e, hidrograficamente, pertence à bacia do rio Amazonas, sendo banhada pelos rios Solimões, Içá, Japurá e vários de seus afluentes, tais como: Hapapóris, Traíra, Puretê, Puruê e Cunha. Há duas grandes ilhas fluviais próximas: Santa Rosa - Peru e Aramaçá - Brasil.

Características

É uma cidade fronteiriça à Colômbia e ao Peru, sendo que a fronteira com o primeiro país é terrestre. As cidades de Tabatinga e Leticia (Colômbia) são interdependentes, no tocante ao abastecimento das populações. Todavia, o único marco limítrofe é um poste com as duas bandeiras, o que faz com que a população local transite livremente entre os dois países como se as duas cidades fossem uma[6]. O acesso mais frequente à Colômbia é pela Avenida da Amizade que começa no Aeroporto Internacional de Tabatinga e termina dentro de Leticia (Colômbia). O acesso à cidade se dá por barco ou por avião, inexistindo estradas que unam Tabatinga a Manaus. A viagem fluvial no trecho Tabatinga - Manaus consome cerca de três dias e, no trecho contrário, cerca de sete dias. Por sua localização desfavorável em relação a Manaus, principal mercado consumidor, não há muitas empresas maiores ou fábricas interessadas em investir nessa região, apenas duas fábricas (uma de polpas de frutas e uma de adubo orgânico para exportação) já se manifestaram em criar base na área, porém esperaram formas de viabilizar o escoamento de suas produções.

Economia

O custo de vida é um pouco elevado em virtude da distância com a capital, todavia, a cidade fronteiriça, Letícia, dá suporte mais favorável, haja vista que tal cidade é livre de todo imposto colombiano, recebendo mercadorias vindas pelo canal do Panamá e Bogotá a preços baixos. A população tabatinguense vai à cidade colombiana para fazer compras diversas, onde varia do supermercado aos móveis de casa. Os produtos mais procurados são os eletrodomésticos, móveis e principalmente os perfumes franceses, cujos preços correspondem a 40% do valor dos perfumes em Manaus. Existe um comércio local de vestuários e calçados no centro de Tabatinga, principalmente na rua Marechal Mallet. Há também um grande fluxo de mercadorias peruanas vindas da ilha de Santa Rosa - Peru na região do porto e próxima ao Mercado Público, onde os peruanos instalaram e administram pequenos mercadinhos e quitandas.
Tabatinga possui agência de três bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Bradesco, além de bancos expressos, inclusos no Correios.

População

A população em Tabatinga é mista, pois possui brasileiros, peruanos, colombianos e dentre estes, os indígenas de diversas etnias; cuja maioria é da etnia Ticuna.[6] Dentre os brasileiros em Tabatinga, existe a população rotativa, correspondente aos militares das forças armadas e bancários que vão a Tabatinga passar temporadas [6] ou de pessoas de outros órgãos administrativos federais como a Polícia Federal, a Receita Federal e Justiça Federal. Mais recentemente houve a chegada de haitianos que vieram através da fronteira com o Peru.
Em Tabatinga há muito a migração do ribeirinho para a cidade, aonde é mais desenvolvido.

Segurança

Embora a cidade de Tabatinga seja visada pelo narcotráfico como rota de passagem, não é um centro consumidor, mas a violência é grande, em cujos assassinatos antigamente se restringem basicamente a pessoas envolvidas de alguma maneira mais direta com o narcotráfico, ou outros tipos de assassinatos. Mas não atinge a totalidade da população mesmo com a organização policial da cidade sendo precária: há uma delegacia geral de polícia civil, uma Delegacia da Polícia Federal, um batalhão, o 8º Batalhão da Polícia Militar do Amazonas - 8º BPM, um presídio, um efetivo da Força Nacional do Brasil e um Comando de Fronteira do Exército, representado pelo 8º Batalhão de Infantaria de Selva.
Tabatinga atualmente sofre muito assaltos à mão armada de muitas modalidades, a estabelecimentos comerciais, nas ruas e residências.

Saúde

Em termos de saúde é precária, possui apenas um hospital que é administrado pelo Exército e que atende a população fronteiriça (brasileiros, colombianos, peruanos e haitianos) juntamente com a Unidade de Pronto de Atendimento-UPA, que é administrada pela Prefeitura Municipal de Tabatinga, além de haver pequenos postos de saúde em alguns bairros.
Operações de alta complexidade não são atendidos aqui os pacientes são enviados para Manaus (AM) ou à Colômbia.


Educação

Tabatinga vem atingindo uma nota estável no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nos últimos anos. O município saltou de 2,7 pontos obtidos no indicador, em 2005, para 3,6 pontos em 2011.[10] O crescimento vem se mantendo estável, apesar de pouca progressividade. De acordo com dados do indicador em 2011, de cada 100 alunos do ensino fundamental residentes no município, 17 não alcançaram posições satisfatórias, o que gerou um fluxo de 83% de aprovação. As notas padronizadas das disciplinas de língua portuguesa e matemática, tidas como as principais do ensino brasileiro, ficaram em 4,31 pontos, sendo consideradas baixas. O indicador aponta, ainda, que 3% das instituições de ensino do município atingiram a meta proposta.
A instituição de ensino municipal que obteve o melhor registro no IDEB em 2011, nos primeiros anos do ensino fundamental, foi a Escola Municipal São Sebastião, que registrou 3,8 pontos. A pior nota registrada entre as instituições de ensino municipais foi na Escola Municipal Indígena Rainha dos Apóstolos, que obteve 1,6 pontos. Entre as instituições de ensino de caráter estadual, destacam-se a Escola Estadual Duque de Caxias, que registrou 5,0 pontos no IDEB, e a Escola Estadual Marechal Rondon, com 4,9 pontos registrados.[10] Nos últimos anos do ensino fundamental, as melhores notas registradas foram da Escola Estadual Duque de Caxias (4,4 pontos) e Escola Estadual Pedro Teixeira (4,2 pontos).[10]
Há em Tabatinga escolas municipais, estaduais e uma federal (núcleo do Colégio Militar de Manaus), além de privadas, que atendem à população nos ensinos fundamental e médio. Quanto ao ensino superior, ela é atendida por um Centro de Estudos Superiores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), pelo núcleo do Instituto Federal do Amazonas - IFAM e por polos de ensino a distância (EAD) de algumas instituições particulares de ensino superior tais como: Universidade Paulista (UNIP) e UNISUL. Há também o acesso por via fluvial ao campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), situada em Benjamin Constant.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabatinga_%28Amazonas%29

Internet (Web)

A internet da cidade de Tabatinga é bastante precária, parte dela é fornecida da Colômbia e do Peru.


A operadora Vivo não possui internet móvel, a OI e a TIM possuem internet móvel precária e a Claro é a melhor que fornece o serviço de internet móvel.


Comunicações

Tabatinga possui:
* Quatro operadoras de telefonia celular: OI, VIVO e TIM, e a Claro. A OI atende com telefonia fixa.
* Agência dos Correios.
* Três canais de TV aberta: A Rede Amazônica (retransmissora da Globo), RBN (Evangélico) e Amazon Sat (transmitido pela Rede Amazônica).
*Vendem-se os canais fechados da Sky e Claro.

Mais história e sua emancipação

Somos sucessores da próspera nação omagua que habitou originalmente este território. Vários cronistas do século XVI e XVII informam em seus relatos a riqueza e abundância aqui existente, no período pré-colonial. Por conta da insanidade explorativa do conquistador restam apenas os registros destes habitantes, senhores da várzea do Gran Aparia, que compreendida a área do Napo a foz do Jandiatuba.
Durante a união ibérica a chegada dos franciscanos espanhóis Domingos de Brieva e Andrés de Toledo a Belém em uma canoa vindos de Quito, alertou o governo português do Grão-Pará sobre a presença espanhola na Amazônia, fato preponderante para determinar a execução da expedição de Pedro Teixeira, em 1637 que tomou posse dessas terras em nome da coroa portuguesa. Posse esta ratificada em 28 de julho de 1866 pela Comissão de Limites.
Posteriormente, o próprio Mal Rondon, ícone do Exército Brasileiro inaugura o marco divisório na margem do Igarapé Santo Antonio, linha divisória Brasil/Colômbia.
Para evitar as constantes invasões castelhanas ao território luso, foram erigidos diversos fortes entre eles o de São Francisco Xavier de Tabatinga, fundado em 1776 pelo Sargento-Mor Domingos Franco, ao lado de uma aldeia fundada por Jesuítas, provavelmente em 1710, segundo registrou Antonio Porro em “As crônicas do Rio Amazonas”. Esta fortificação dura até 1932 quando as águas do Rio Solimões destroem este aquartelamento. E o Forte, portanto, o primeiro marco da presença luso/brasileira neste sítio e origem da atual cidade de Tabatinga.
Desde seus primórdios, a ocupação humana em Tabatinga (civil e militar) tem assumido o importante papel de controle e defesa do território brasileiro, particularmente, pela sua localização estratégica. Por isso, em 20 de abril de 1967 é criada a Colônia Militar de Tabatinga, com a finalidade de “nacionalizar as fronteiras do País; criar e fixar núcleos de população; promover o desenvolvimento e manter a segurança da área pela vigilância permanente”.

A presença missionária também é antiga e, sabe-se que, em Tabatinga, desde o ano de 1873, havia uma igrejinha de alvenaria, junto ao Forte, dedicada a São Francisco Xavier. Os missionários mantinham uma ótima relação com os oficiais e praças daquele Pelotão Independente, várias vezes ao ano, ali estavam para dar assistência religiosa aos militares e civis. A capela de Nossa Senhora de Nazaré foi construída pelo Revmo.Pe.Frei Silvestre de Pontepattoli juntamente com os militares, quase todos paraenses e devotas de Nossa Senhora… Monsenhor Tomas e Frei Silvestre, acalentavam a idéia da construção de uma capela dedicada aos Santos Anjos no marco brasileiro e, em 1949 o Revmo.Pe.Frei Felipe a construiu a margem esquerda do Rio Solimões.

Tabatinga e Benjamin Constant originalmente estavam integrados ao Município de São Paulo de Olivença e com a criação do Município de Benjamin Constant, Tabatinga passou a pertencer administrativamente, como subdistrito, a Benjamin até 10 de dezembro de 1981, quando então passou a condição de município, que foi instalado em 1° de fevereiro de 1983.

Fonte: http://portaltabatinga.com.br/historia-de-tbt/


O maior acidente aéreo do Alto Solimões



Vários acontecimentos marcam a vida e a história de uma cidade, os quais de uma maneira ou de outra, contribuem na evolução de seus cidadãos; fatores que nos ajudam a compreender, refletir, analisar e procurar alternativas conciliáveis com nossas falhas, em relação ao bem estar de nossos semelhantes, que muitas vezes dependem de nosso senso de responsabilidade, até para prevenir o dom mais precioso que o Criador nos concede, que é a vida, a qual muitas vezes não sabemos usufruir dignamente desta dádiva que recebemos, somente descobrindo seu valor quando somos acometidos por provações dolorosas durante nossa existência, ou quando testemunhamos tragédias fatais, como o acidente aéreo ocorrido em Tabatinga no dia 12 de junho de 1982, é que sentimos o quanto fomos frágeis perante a natureza, e que nada vale nosso orgulho, arrogância, egoísmo, depois de constatarmos através de nossos semelhantes,com seus  corpos inertes, mutilados e sem vida, é que descemos de nosso pedestal imaginário e refletimos sobre nossa efêmera existência. Mas o que acontecia em Tabatinga naqueles dias?


                       Pela Emenda Constitucional nº 12 de 10 de dezembro de 1981, à Constituição do Estado do Amazonas, por iniciativa do Governador José Lindoso, Tabatinga passara a ser Município. No ano seguinte de 1982, novas perspectivas alvissareiras despontam no horizonte do recém criado município; com a abertura política iniciada pelo presidente e General João Baptista de Oliveira Figueiredo, o Amazonas se preparava para retornar à democracia com as candidaturas de Gilberto Mestrinho pelo PMDB e Josué Filho pelo PDS. Tabatinga se preparava para sua primeira eleição, fundando seu primeiro partido político, convenção partidária e escolha de seus candidatos a Vereadores para a Câmara Municipal. Ainda naquele de ano 1982, no dia 3 de junho, recebíamos a comitiva governamental composta pelo Governador Paulo Pinto Néry, acompanhado do Ministro das Comunicações Haroldo Corrêa de Matos, que se deslocam desde Manaus num avião Búfalo da FAB, para inaugurarem a estação terrena para comunicações por satélite da EMBRATEL, melhorando as comunicações telefônicas e o melhor de tudo, poderíamos assistir pela primeira vez diretamente a transmissão da Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, com nossa seleção composta por craques de bola como Zico, Careca, Falcão, Sócrates e tantos outros, comandados por Telê Santana. Naquele ano, depois de 6 anos representando o Poder Judiciário,  deixava Tabatinga o Dr. Clovis Albuquerque da Mata, nosso Juiz de Direito.Os libaneses instalavam suas lojas de confecções e calçados na Rua Marechal Mallet. Era lançada a pedra fundamental para construção da Igreja Matriz. O Coronel José Tancredi recebia o Comando do CFSol/1º BEF. O povo enfeitava suas casas e ruas com bandeirolas verdes e amarelas, era Copa do Mundo, e o Brasil era franco favorito ao título. 

                         Naquele clima de Copa do Mundo e festas juninas, era o dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, aquele dia amanheceu nublado, era uma cerração intensa, por volta das 6:30h. da manhã, faltou energia na cidade, em poucos minutos também ouviu-se para o lado do aeroporto a soada de um avião que sobrevoava querendo pousar e não divisava a pista de pouso; como não havia energia na cidade e nem a Infraero dispunha naquele momento de gerador de energia para suprir uma emergência e com pouco combustível, conforme depois ficou comprovado, o piloto fazia manobras rasantes tentando pousar a aeronave, numa dessas manobras bateu com uma das asas na torre que se localizava nas proximidades das instalações aeroportuárias, girando, caindo,  se espatifando no solo e explodindo. Eram 7:00 h. daquela manhã, quando toda a cidade ouviu aquele enorme estrondo, em poucos minutos todos sabiam que o avião da Companhia Aérea TABA, modelo Hirondelle que vinha de Eirunepé com escala em Tabatinga, tinha caído perto do terminal de passageiros do aeroporto. Todos rumaram ao local, o Exército isolou a área, os bombeiros de Letícia não demoraram, o Hospital de Guarnição de Tabatinga prestava apoio com sua equipe, assim como a Cruz Vermelha. O quadro era tétrico, desolador e triste, era pedaço de avião pra todos os lados, os motores jogados distantes do local do acidente, com paciência e muito trabalho aos poucos eram retirados pedaços de gente, corpos carbonizados, mutilados, ora uma perna ora um braço, corpos de adultos e crianças, uns inteiros, mas com algum membro dilacerado pelo impacto com o chão e pelas ferragens  e assim por diante. Não havia sobreviventes. Todos os 44 passageiros incluindo seus tripulantes com o comandante Manuel Teixeira Estanqueiro, não sobreviveram. A tragédia enlutou Tabatinga pelo fato ocorrido, mas também por perdermos alguns conhecidos nossos. Os restos mortais dos acidentados foram transladados para Manaus e de lá para seus lugares de origens, para um digno enterro.

                          Os trabalhos do inquérito instaurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos, órgão ligado ao Estado-Maior do Ministério da Aeronáutica, concluiu que não foi decisão do piloto em antecipar o horário de voo e encontrar o aeroporto de Tabatinga fechado, mas sim da própria empresa, por algum funcionário que se enganou ao calcular erradamente a diferença de horários.

                       Ao registrarmos tanto tempo depois daquele fatídico acidente aéreo, que deixou tantas famílias enlutadas, verificamos as transformações realizadas em nosso aeroporto, desde que foi assumida sua administração pela INFRAERO em 31 de março de 1980, em que foi seu primeiro Superintendente, o Senhor Orlando Ferreira Cruz, iniciando a melhoria da segurança aérea, as estruturas são evidenciadas no treinamento de pessoal, corpo de bombeiros, novas instalações, instrumentos e equipamentos modernos para auxiliar aeronaves com seus tripulantes, a executarem seus trabalhos aeronáuticos com segurança e precisão, para que acidentes fatais como o ocorrido nunca mais se repita. Só nos resta esperar que algum dia, a INFRAERO se lembre e possa erguer um Memorial no local do acidente, contendo o nome de todos que ali perderam suas preciosas vidas, como uma eterna lembrança aos familiares dos desaparecidos, que ainda hoje choram suas perdas

Luiz Gonzaga Ataíde, historiador de nossa cidade, possuí uma coluna no jornal Solimões da Tabatinga (AM) e em nosso blog uma página:

Acesse sua coluna no blog do Jornal Soolimões http://www.solimoesjornal.blogspot.com/p/luiz-ataide.html

Acesse sua página no Blog Bocas e Notícias http://www.bocasenoticias.blogspot.com.br/p/luiz-ataide.html




Fotos históricas de 1955






 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


FOTO HISTÓRICA DE 1965


O homem que aparece é o sr. Carlos Batista com 20 anos, abrindo a estrada que atualmente é a Avenida da Amizade e atrás é a casa da srª Maria Chapiama que atualmente é a residência da família Forte, ao lado do bar Cisne Branco, no Brilhante.

Um comentário:

  1. lindas estas fotografias antigas de Tbt, parabens

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