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#Aeroportos - Apoio logístico da Infraero é vital em transporte de órgãos

08/08/2017, terça-feira

Fotos: Google (Ilustrativas)

A Infraero desempenha papel logístico essencial nas operações de Transporte de Órgão Vivo (TROV) por via aérea, algumas delas em condições críticas para a realização de transplantes e o salvamento de vidas. No Aeroporto de São Paulo/Congonhas, por exemplo, a ação começa a partir do recebimento – por e-mail do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA, setor da Aeronáutica) – da Solicitação de Transporte Aéreo, que é preenchida pela Central Nacional de Transplantes (CNT), subordinada ao Ministério da Saúde, e dirigida ao Centro de Gerenciamento Aeroportuário (CGA) e ao Centro de Operações Aeroportuárias (COA) da Infraero no terminal.

“A Solicitação de Transporte Aéreo traz todas as informações necessárias para que possamos coordenar o atendimento no aeroporto como empresa aérea, tipo de órgão transportado, rota, aeronave e horário de chegada ou de partida, conforme estabelece o Memorando Circular nº 273/DOGP/2016”, detalha a coordenadora do CGA em Congonhas, Eliana Fiorezano. “O transporte pode ocorrer tanto por voo regular quanto pela aviação geral ou por aeronave da Força Aérea Brasileira (que nesse caso é tratado internamente como Missão de Misericórdia)”, acrescenta.

As operações mais frequentes envolvem o transporte de órgãos não sensíveis, como tecidos humanos e córneas, e são realizadas em voos regulares. “No caso de órgãos críticos para transplantes, como coração ou pulmão, o traslado para outra aeronave ou ambulância é sempre feito pelo Pavilhão das Autoridades, que, por ser área restrita, permite trabalho mais ágil e seguro”, explica o coordenador do COA, Mario Eduardo Fernandes Ramirez. “O COA é responsável pela liberação de posição para a aeronave, quer seja na área do Pavilhão, quer seja em ponte de embarque. Houve um caso recente, em que o órgão veio em voo regular, que direcionamos à posição 1, a mais próxima do Pavilhão. O trânsito desses órgãos é sempre acompanhado por profissional médico. A retirada é feita por helicóptero do Grupamento Águia, da Polícia Militar, acompanhado de ambulância, para o caso de as condições meteorológicas não permitirem o voo. O Centro de Operações de Emergência (COE) também é acionado, para que pessoal e veículos envolvidos não tenham contratempos no acesso ao aeroporto”, complementa.

A logística é um fator crítico para o sucesso de um transplante. Cada órgão tem seu Tempo de Isquemia Fria (TIF). Ou seja, o intervalo máximo em que pode ficar sem circulação sanguínea. O coração é o órgão com menor TIF; já os rins, podem ficar até 24 horas sem ser irrigados. O transporte precisa ocorrer em caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 e 8°C. Abaixo disso, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão.

“Monitoramos cada etapa da operação, certificando-nos com cada elo participante de que tudo está transcorrendo conforme o previsto, e reportamos ao CGNA”, assinala Eliana. “Acompanhamos todos os casos que nos sejam notificados pelo CGNA. Porém, há casos que são tratados diretamente entre o serviço médico, a empresa aérea e o cliente – por exemplo, o de órgãos vivos destinados a estudos científicos. Independentemente disso, orientamos as companhias aéreas a sempre notificarem seu representante dentro do CGNA”, complementa.

Desde 2011 os órgãos para transplante são transportados gratuitamente por cinco empresas aéreas – Latam, Avianca, Gol, Azul e Passaredo – que assinaram termo de cooperação com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. No primeiro trimestre de 2017, essas empresas foram responsáveis por aproximadamente 88,5% (1.093 voos) da movimentação de órgãos, tecidos e outros itens de apoio à captação realizada no país. Nos últimos 12 meses, a FAB transportou 275 órgãos.

Texto: Paulo dos Santos

Com informações de assessoria da INFRAERO

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