04/09/2020, sexta-feira
O programa Saúde Amazonas, lançado pelo governador Wilson
Lima na última segunda-feira (31/08), vai descentralizar os serviços
assistenciais à população do interior do estado, estruturar as unidades de
saúde fora de Manaus e a atuar na regionalização de cinco polos (Itacoatiara,
Manacapuru, Parintins, Tabatinga e Tefé) com a implantação do Saúde nas Calhas.
De acordo com o secretário executivo de Assistência (SEA) do
Interior, Cássio Espírito Santo, a implantação do Saúde nas Calhas foi
planejada desde o início dessa gestão estadual. “Ele (Saúde nas Calhas) entra
agora com força total no programa Saúde Amazonas, onde a gente vai fazer a
reorganização das regionais de saúde do Estado, definir os fluxos e definir os
perfis das unidades”, disse.
O secretário da SEA Interior ressalta que a parceria com os
municípios tem sido eficaz e apresentou resultados satisfatórios durante a
pandemia do novo coronavírus (Covid-19), como o índice de letalidade registrado
como menos da metade da capital. Além de promoverem a descentralização de
serviços, como o mutirão de cirurgias.
“No ano passado foram realizadas 22 mil cirurgias no
interior, foram 22 mil pessoas que não precisaram vir à capital para se operar.
[...] Então, os municípios vêm fazendo essas ações para atender no seu próprio
território a população, diminuindo a questão do transporte e o tempo de
espera”, disse Cássio.
O secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo,
também falou sobre como o projeto pretende alavancar a saúde pública nos
municípios. “Nós temos uma meta ousada para evitar que mais de 1 milhão de
amazonenses tenham que se deslocar da sua cidade para ser atendido na capital
do Amazonas”, enfatizou o secretário.
Médico nas Calhas – Para estruturar a unidade de
saúde do interior com reforço tecnológico e assistencial nos municípios polos
de Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Tabatinga e Tefé, será implantado o
programa Médico nas Calhas, ação do projeto Saúde nas Calhas. Dentro
da proposta, existe a previsão de contratação de recursos humanos, reforma de
unidades, aquisição de equipamentos e reorganização das regiões de saúde do
Estado.
Cássio Espírito Santo explica que as regiões de saúde do
Estado foram desenhadas por calhas de rio, mas que se deve levar em
consideração os fluxos entre os municípios para que as ações sejam
desenvolvidas de forma mais efetiva.
“A gente vê, por exemplo, Humaitá, que é um polo do rio
Madeira, mas Borba nunca vai subir para Humaitá, pois é mais fácil vir para
Manaus. Então, assim, o desenho regional do estado vai ser todo revisto. A
gente está com uma nova secretaria adjunta de Descentralização e Regionalização
para fortalecer essas ações e melhorar a saúde de toda a população”, ressaltou.
Governo do Estado
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