Foto: Divulgação
13/08/2020, quinta-feira
De Fato Amazônico
O Governo do Amazonas liberou, na primeira semana de agosto,
recurso da ordem de R$ 600 mil para a implementação do Hemonúcleo de Tabatinga.
O complexo faz parte de uma estratégia da Fundação Hospitalar de Hematologia e
Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) para levar ao interior serviços oferecidos
exclusivamente na capital. A liberação do recurso garante o início das obras do
Hemonúcleo para os próximos meses. Atualmente, o projeto se encontra na fase
final de licitação pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC).
O Hemonúcleo é dotado de infraestrutura para fazer exames
laboratoriais de baixa e média complexidades, diagnóstico rápido, coleta,
fracionamento e transfusão de sangue. O projeto total custará aproximadamente
R$ 2 milhões. Parte desse valor é oriundo de emenda parlamentar e o restante é
investimento direto do Governo do Estado. O prazo para conclusão da obra é de
oito meses.
“Com essa infraestrutura, vamos fortalecer a hemorrede e dar
mais acessibilidade para a população do interior a serviços e tratamentos que
hoje só é possível na capital. O deslocamento, além de custoso do ponto de
vista financeiro, também é ruim para a saúde física e emocional do paciente”,
frisa a diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio.
A ampliação da hematologia inclui ainda o diagnóstico de
doenças no sangue, tais como hemoglobinopatias e coagulopatias.
A diretora destacou o apoio da prefeitura como peça
fundamental para o avanço do projeto. “Nós necessitamos que os municípios
também adotem essa ideia. É preciso que haja uma parceria para que as coisas
funcionem para além da obra civil”, disse Socorro. No caso de Tabatinga, além
dos trâmites legais para a implantação do Hemonúcleo, a prefeitura irá
disponibilizar recursos humanos para o atendimento ao público local.
Mais conforto aos doadores – Com os hemonúcleos, a capacidade de
coleta de sangue também aumentará e oferecerá mais conforto aos doadores. Todo
sangue coletado será processado, no mesmo local, para obtenção dos componentes:
hemácias, plaquetas e plasma. Atualmente, as amostras de sangue são
enviadas para a sede do Hemoam para serem processadas e reenviadas ao
município.
Logística facilitada – A gerente da hemorrede do Interior,
Elcy Coelho, complementa que a logística ficará muito mais fácil com a
instalação da nova infraestrutura. “Os municípios adjacentes também serão
beneficiados porque a logística intermunicipal permitirá que os produtos saiam
de um município para outro com qualidade e segurança para o paciente”, avaliou.
Interiorização – O Hemonúcleo de Tabatinga é o segundo
do pacote de ampliação previsto pela Fundação Hemoam. O primeiro está quase
pronto, no município de Coari (362 quilômetros da capital). Além de Coari
e Tabatinga, as cidades de Itacoatiara, Manacapuru, Humaitá, Parintins, São
Gabriel da Cachoeira e Tefé estão inclusas no mapa de interiorização da
hemoterapia.
Seja o primeiro a comentar
