Motoristas de carros alertam o perigo de atropelamento à garis



Foto: Reprodução/internet

14/02/2020, sexta-feira

Tabatinga (AM) – Motoristas de carros entraram em contato com o Bocas e Notícias alertando para as garis que trabalham varrendo nas vias públicas de Tabatinga, que se encontram sem roupa apropriada para seu serviço.

Segundo os motoristas quase acontecem atropelamentos, por falta de visibilidade nas garis, por isso podendo acontecer acidentes, sendo que utilizam suas próprias roupas do dia a dia para trabalhar.

A frota de veículos está aumentando em Tabatinga. Conforme o IBGE tínhamos em 2006 2.239 veículos e já em 2018 8.705 veículos, isso sem incluir os piratas.

Abaixo a Associação dos Aposentados da Rede Ferroviária Federal S.A.  explica a situação dos garis referente aos uniformes:

Você sabe também porque o uniforme dos garis é laranja?

Existem certas coisas nesse mundo que a gente simplesmente aceita sem questionar. Uma delas é o vívido laranja do uniforme dos garis – todo mundo sabe que essa é a cor do uniforme, mas quantas pessoas já pararam para se perguntar o porquê? Será uma cor que o pessoal da época achou elegante? Ou será que há um motivo por trás disso tudo? A segunda opção, é claro! Antigamente, os uniformes dos lixeiros eram cinzas. Isso pode parecer até mais charmoso para alguns à primeira vista, mas a verdade é que isso causava mais problemas do que a gente imagina. O cinza deixava os garis invisíveis, ninguém ligava ou se importava pra eles, todos ignoravam sua presença tão importante nas ruas.

E os problemas gerados por isso não eram apenas sociais – muitos garis acabavam sendo atropelados, principalmente à noite, por conta dessa camuflagem. Foi aí que decidiram entrar em contato com o arquiteto e designer Rafael Rodrigues, de 74 anos, que teve como sua parceira no projeto a designer Maria del Carmen Zilio, de 70. A missão dos dois? Acabar com essa camuflagem e fazer o gari ser visto, reconhecido e admirado. E o resultado dessa parceria foi o uniforme que conhecemos hoje – aquele laranja bem forte, com faixas brancas nos braços, que refletem parcialmente a pouca luz presente nas ruas no meio da noite. Como eles varrem bastante, o movimento das faixas nos braços acabava formando um tipo de sinalização para quem não reparava nem no laranja. E com isso, como já se era esperado, o número de acidentes caiu bastante e os funcionários viraram ícones das ruas.

Essa é uma das histórias presentes no livro “Comlurb 40 anos – uma memória da limpeza urbana”, que traz aos leitores a história das quatro décadas de serviço dessa empresa. Tudo faz sentido agora, né? E você, o que achou?

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