Parceria é firmada para combater facções criminosas que saem da Colômbia para Manaus



Foto: Laranjeiras FM

12/11/2019, terça-feira

De Laranjeiras FM

O comandante do Exército da Colômbia, general Nicácio Matínez Espinel, informou que o maior grupo guerrilheiro de extrema esquerda armado em atuação na América Latina, o Exército de Libertação Nacional (ELN), tem parceria com a maior facção criminosa do Rio de Janeiro para viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que a cocaína chegue a Manaus. Além disso, disse que integrantes da ELN têm presenças esporádicas no Brasil, com o propósito de controlar atividades ilíticas do grupo.

As informações, publicadas pelo jornal O Globo, dão conta de que os dados foram passados ao governo brasileiro pelo comandante Matínez Espinel, que esteve em BSB nos dias 8 e 9 de outubro e se encontro com o comandante do exército brasileiro, general Edson Leal Pujol. Em entrevista ao O Globo, Martínez confirmou as informações, mas não quis dizer se foram passadas a Pujol.

“O centro de gravidade dos grupos armados na Colômbia é o narcotráfico. O narcotráfico une esses grupos com outros grupos criminosos, como a facção no Brasil e alguns narcotraficantes mexicanos. Há pessoas que, em troca de armas e de dinheiro, levam ou trazem cocaína”, disse Martínez ao jornal.

O ELN é um grupo armado de extrema esquerda, que recorre ao narcotráfico e à mineração ilegal para financiar suas atividades. Depois do acordo de paz com o governo colombiano, ocupou espaços deixados pelas Farc, com forte presença nas fronteiras venezuelanas, em cidades próximas ao Brasil, como Las Claritas, El Callao, Tumerengo e El Dorado, a cerca de 250 quilômetro da fronteira com Roraima.

O exército colombiano diz que a parceria do ELN com facção do Rio de Janeiro tem atuação no controle de presídios no Norte do Brasil, para o transporte e a venda da cocaína em Manaus. Os narcoguerrilheiros atuam no estado colombiano do Amazonas, na região de La Pedreira, próximo à fronteira com o Amazonas, no Brasil. Um outro grupo organizado, Los Caqueteños, utiliza o Rio Solimões, no Brasil, para o narcotráfico, a partir de Tabatinga, e também tem ligações com uma segunda facção nascida na Região Norte, segundo as autoridades colombianas, pagando em barras de ouro:. Segundo os colombianos, a criação de uma nova frente de guerrilha estaria em curso na fronteira do Brasil e Colômbia.

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