Foto: Winnetou Almeida
28/11/2019, sexta-feira
Carlos “Pramuk”, que atualmente mora no
banheiro da academia onde treina, será uma das principais atrações do Silva
Combat Fight no GP pelo cinturão peso-mosca
De Acrítica
A forte tradição amazonense no MMA, também se
estende além dos talentosos lutadores locais. O evento Silva Combat Fight chega
à sua segunda edição para dar mais um ‘nocaute’ no cenário regional e colocar
na vitrine atletas que possuem ambição de figurar no tão sonhado mercado
internacional.
Os punhos dos guerreiros serão cerrados neste
sábado (30/11), na Academia Atala, a partir das 19h. O card conta com sete
lutas, além do GP pela divisão peso-mosca, onde serão realizadas mais três
lutas em busca do cinturão da categoria.
Um dos grandes personagens do Silva Combat
será o colombiano Carlos “Pramuk” Ramires, que lutará o GP do evento. Em Manaus
desde 2008, hoje ele mora no banheiro da academia onde treina.
“Moro na academia do mestre Cristiano
Carioca, meu quartinho fica na parte do banheiro, não é muito grande mas
o importante é apenas descansar para treinar no dia seguinte”, disse o
resiliente atleta de 21 anos.
É possível afirmar que Carlos aprendeu a
perseverar em meio a vários ‘jabs’ e ‘diretos’ dentro dos ringues a partir de
sua luta fora deles.
“Estou há dez meses nessa situação, mas
sempre tiro forças para continuar lutando. Em 2013, meu pai voltou para Bogotá
e eu decidi ficar aqui para correr atrás do meu sonho”, revelou o jovem
lutador, que acumula um cartel de quatro vitórias e duas derrotas no MMA.
A jornada de Carlos Pramuk nas artes marciais
começou aos 16 anos, quando conheceu os treinos de Muay Thai na capital baré.
“Eu gostei muito da luta e decidi que iria
ser um profissional. Com o passar do tempo, conheci o mestre Cristiano Carioca
que me deu apoio para continuar nessa caminhada, pelo meu sonho em ser um
lutador do UFC”, contou o atleta, que mira a maior organização de MMA do
mundo.
Em prol de seu sonho, Carlos comete
sacrifícios enormes, como passar anos sem ver seus sete irmãos e a mãe.
“Acho que todo lutador tem seu ponto de
fraqueza ou saudades. Eu sinto muita falta dos meus irmãos e minha mãe, estou
há cinco anos sem vê-los”, revelou sobre a distância dos familiares que
atualmente moram em Santo Antônio do Içá, município do Alto Solimões.
Carlos sabe que precisa obter sucesso no
Silva Combat Fight para dar uma vida melhor àqueles que ama. Ele promete
nocautear tudo e todos que aparecerem em seu caminho.
“Como eu sou do Muay Thai, o objetivo dos
adversários sempre é me levar para o chão, mas estou treinando duro
para levá-los à lona antes disso”, afirmou o lutador, que apesar de ser
especialista na luta em pé, possui duas finalizações em seu cartel.
Seja o primeiro a comentar
