Cortes de verba para o hospital de Tabatinga é investigado


20/09/2019, sexta-feira

Foto: Ana Carolina Neira – Clipping.me

O secretário da Susam e o diretor do hospital de Tabatinga terão o prazo de 10 dias para prestar alguns esclarecimentos

Bruno Pacheco – Amazonas1

A interrupção dos repasses de recursos financeiros do Estado do Amazonas ao Hospital de Guarnição de Tabatinga está sendo investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A instauração de inquérito civil foi publicada nessa quinta-feira (20/09), no Diário Oficial do MP-AM, que diz que o caso aconteceu ainda em 2019.

O documento, assinado pelo Promotor de Justiça, Sylvio Henrique Lorena Duque Estrada, esclarece que o Hospital de Guarnição de Tabatinga presta relevantes serviços de saúde de média e alta complexidade à população do Amazonas na região do Alto Solimões, inclusive a imigrantes provenientes de outros países em especial Peru e Colômbia.

Segundo o Ministério Público, o hospital é gerido pelo Exército Brasileiro, e a prestação de serviços públicos de saúde à população civil é realizada mediante contraprestação do Estado do Amazonas, por meio de convênio. Para a abertura do inquérito, o promotor considera a “notícia de expiração do Termo de Convênio”, bem como do seu Termo Aditivo, e a consequente cessação dos repasses de verbas realizados pelo Estado do Amazonas ao Hospital de Guarnição de Tabatinga”.

O hospital, de acordo com a portaria, está na “iminência de interromper a prestação dos serviços públicos de saúde à população civil em razão da escassez de recursos” e a “interrupção da prestação dos serviços públicos de saúde fornecidos pelo Hospital de Guarnição de Tabatinga pode gerar um colapso no sistema de saúde, causando graves e irreparáveis prejuízos à saúde da população civil da região do Alto Solimões, e que tal interrupção atenta contra os princípios da continuidade dos serviços públicos”.

Determinações

O MP-AM requisitou informações e documentos do secretário de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Rodrigo Tobias, e do diretor do Hospital de Guarnição de Tabatinga, p coronel José Euclides lemos Piñeiro, para apresentação no prazo de 10 dias úteis, a fim de esclarecer o valor, a finalidade e a periodicidade dos repasses de recursos financeiros realizados ao hospital pelo Estado e, solicitou, também, esclarecimento sobre a razão da interrupção do repasse dos recursos financeiros.

A promotoria exige, ainda, informações sobre as medidas adotadas pelo governo propensos a restabelecer o repasse de recursos financeiros ao Hospital de Guarnição de Tabatinga e evitar a interrupção da prestação dos serviços de saúde de média e alta complexidade à população civil da região do Alto Solimões.

Por fim, o documento pede a cópia do termo de convênio e eventuais termos aditivos formados entre o Estado e o hospital, e valor que esse último necessita para a manutenção  regular dos serviços prestados à população civil da região do Alto Solimões, “ressaltando-se que tais dados técnicos são indispensáveis à propositura de eventual ação civil pública”.


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