Foto: MPF (Divulgação)
Após mais de dez horas de sessão, jurados
consideraram réu culpado por homicídio qualificado, o que levou a condenação de
16 anos e 6 meses de prisão
Da Redação / redacao@diarioam.com.br
Tabatinga (AM) - O tribunal do
júri popular condenou Reginaldo Müller Neto a 16 anos e 6 meses de prisão pelo
homicídio do guarda municipal Giovani Fernandes Feitosa. Reginaldo foi um dos
integrantes do grupo comandado pelo traficante internacional de drogas Isauro
Antônio Porras dos Santos, conhecido como ‘Gallero’. O homicídio foi em janeiro
de 2006, após apreensão de 12 quilos de cocaína, pertencente ao grupo de
Gallero, feita pelo guarda municipal em um local conhecido como ‘baixada da
feira dos peruanos’, em Tabatinga. Os detalhes do julgamento foram divulgados
pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM).
Conforme o MPF-AM, após descobrir a ‘tomada’
da droga, Gallero e outros integrantes do grupo criminoso, entre eles,
Reginaldo Müller Neto, decidiram executar Giovani Feitosa, em represália à
apreensão da cocaína. Eles foram até a casa do guarda municipal e o abordaram
na porta da casa, disparando tiro contra ele. Segundo relatos de testemunha,
conforme o MPF-AM, Gallero foi o responsável pelo disparo, Reginaldo Müller
Neto colaborou impedindo que Giovani Feitosa escapasse do tiro desferido.
Reginaldo Müller Neto foi denunciado, pelo
MPF-AM, por homicídio qualificado, previsto no artigo 121 do Código Penal.
Gallero foi assassinado por um traficante rival em 2008. Após mais de dez horas
de sessão, o júri, composto por sete pessoas, considerou que Reginaldo Müller
Neto participou do planejamento e colaborou para a execução do crime, conforme
as evidências apresentadas pelo MPF, durante a sessão de julgamento, o que
levou à aplicação da pena de prisão de 16 anos e 6 meses.
O MPF foi representado na sessão de
julgamento por procuradores da República integrantes do Grupo de Apoio ao
Tribunal do Júri, da Câmara Criminal do Ministério Público Federal (2CCR/MPF).
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