Foto: Divulgação/PC-AM
A Polícia Civil do Amazonas, por meio da
Delegacia de Tabatinga, abriu na sexta-feira (10/05) inquérito para investigar
o acidente biológico ou químico ocorrido em uma balsa no Porto do Zé Mota,
causando a morte de dois homens, deixando outra vítima em estado grave e várias
pessoas intoxicadas.
O secretário de Segurança Pública, coronel
Louismar Bonates, determinou que o diretor do Departamento de Polícia
Técnico-Científica, Lin Hung Cha, cuide pessoalmente do caso. O diretor deve
embarcar para a cidade amanhã. Um perito do Instituto de Criminalística, que
está em Benjamin Constant, segue para a
perícia na cidade.
O inquérito em Tabatinga está sendo conduzido
pela delegada Mary Anne Trovão, que é a titular da unidade policial do
município. A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Marinha e a Polícia Civil
estão no atendimento do caso, desde sexta-feira (12/05). Sábado (13/05) fizeram
o trabalho de isolamento da área, retirando as embarcações dos arredores. Pela
manhã, o Porto foi interditado para a circulação de pessoas, devido o alto
risco de contaminação. A balsa, denominada Melina Jaina, onde ocorreu o
acidente deve ser deslocada para uma área segura por medida de precaução.
Segundo a delegada, várias pessoas foram
encaminhadas para atendimento nas unidades de saúde, desde ontem. “As duas
mortes foram ocasionadas por agentes biológicos ou químicos, o que vai ser
melhor esclarecido com a perícia. Ainda há uma terceira vítima em estado grave,
na UTI”, disse.
Neste sábado (13/05), a Polícia Civil ouviu
três pessoas que trabalham nas embarcações. “É um inquérito policial de
homicídio culposo, para gente detectar a questão de negligência, imperícia e
imprudência por parte do provável gestor, comandante e até proprietário. O
proprietário mora em Manaus. Estamos pegando todos os dados para que ele seja
ouvido. Aqui só estão os comandantes, no caso o prático, que pilota, e o gestor
de recebimento das mercadorias”, salienta Mary Anne.
Ainda não é possível afirmar que o vazamento
foi de gás. “Sabe-se que foi uma ação tóxica, pode ter sido biológica ou
química. A gente só conseguiu identificar, dosar, através de um aparelho da
Marinha, o nível de oxigênio nos porões, que deu 8%. Ou seja, qualquer pessoa
que entrasse ali ia falecer imediatamente”, relatou a delegada.
O acidente – Segundo
informações da Polícia Militar, o acionamento ocorreu por volta das 14h de
ontem. Os policiais chegaram no local e já encontraram algumas pessoas
intoxicadas. Foi feito o isolamento da área e a reanimação cardiorrespiratória
de algumas vítimas, com apoio do Corpo de Bombeiros.
As vítimas fatais foram o prático da balsa,
José Tavares Sobrinho, 38, e um diarista, Arisson Abelardo Albuquerque, 42, que
foram atendidos no Hospital do Exército. O carregador Manuel Mendes Uchoa, 39,
está internado na UTI do Hospital do Exército.
“Ontem não houve explosão. No final da tarde,
houve um foco de incêndio na balsa, que foi contido pelo Corpo de Bombeiros. A
balsa vai ser retirada do porto e vai para um local de quarentena por
orientação da Marinha, com quem estamos trabalhando em parceria, assim como com
o Corpo de Bombeiros”, afirmou a delegada.
Divulgação PC-AM
Seja o primeiro a comentar
