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Professores
precisam apresentar ao governo estudo comprovando perdas salariais de 9,6%.
“Esse percentual será analisado pela Sefaz e, caso confirmado, será proposto à
Assembleia”, destacou vice-governador
De Acrítica/Izabel Guedes
A reunião entre representantes da Comissão
Paritária de Negociação e o governador em exercício do Estado, Carlos Almeida
Filho, não colocou fim à greve dos professores no Amazonas. No encontro, que
aconteceu na tarde desta terça-feira (23/04), o governo se comprometeu em estudar
as perdas residuais que a categoria afirma ter sofrido nas negociações do ano
passado sobre as datas-bases de 2015 a 2018.
“Caso tenha havido, no processo de negociação
ocorrido no ano passado, a ausência de qualquer percentual que seja perda ao
longo desses quatro anos, esse percentual será analisado pela Sefaz e, caso
confirmado, será proposto à Assembleia”, destacou Carlos Almeida.
Os professores precisam apresentar um estudo
comprovando as perdas salariais de 9,6%. Assim que receber o estudo que
deverá vir da categoria, o remeterá à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz)
para análise, que será feita em conjunto com representantes dos professores.
Também ficou acertado que os dados podem ser apresentados na próxima semana.
Comissão
Segundo representante do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, a
categoria não recebeu uma proposta efetiva. “Foi mantida a proposta
anterior, de 3,93%, mas nenhuma novidade em relação a isso. A justificativa foi
a mesma, mas ele sinalizou uma Comissão para verificar os resíduos de perdas
salariais de 2015 a 2018, que estão em 9,6%. Segundo o vice-governador, se nós
comprovarmos isso, a proposta de reajuste pode ser encaminhada para a
Assembleia Legislativa, por não incidir na Lei de Responsabilidade Fiscal
deste ano”, comentou.
Ela explicou ainda que a greve será mantida
até que ocorra esse novo encontro e uma reunião com a categoria, o que segundo
Rodrigues, não tem data definida ainda.
“Vamos apresentar para ele o estudo que já
temos, por onde nos baseamos para trabalhar com a proposta de 15%, junto com
toda soma em ganho real. Vamos apresentar a ele esse estudo feito pelo Dieese
[Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos] e esperamos
que essa promessa realmente se cumpra. Vamos apresentar isso em assembleia para
a nossa categoria e em seguida apresentar ao governo. Não tem data para a
próxima assembleia e nem quando vai ser o próximo encontro com o governo e, por
enquanto, a greve continua”, afirmou.
Em nota, o Sindicato dos Professores e
Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) informou que será implementado um
acampamento na frente da sede do governo, exigindo que seja encaminhado
imediatamente para a ALE-AM o Projeto de Lei definindo o índice de reajuste.
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