25/04/2019, quinta-feira
Fotos: Weydson
Gossel Pereira
De Weydson Gossel
Pereira
Hoje é o dia
Mundial de Combate Contra a Malária.
Nós aqui na região
do Alto Rio Solimões temos muito o que comemorar.
Sabemos o quanto
um indígena acometido por Malária sofre na sua aldeia.
O indígena utiliza
todo o seu corpo para o seu dia a dia como: pescar, caçar, trabalhar na
agricultura de suas roças, fazer ajuri de suas plantações, descer e subir
barrancos e barrancos com o seu motor no ombro ou com o produto da roça, pesca
ou das plantações, são inúmeras suas atividades.
Imagina fazer
essas atividades estando acometido por Malária e seus severos sintomas?
Imagina numa
região do Alto Rio Solimões que tem a segunda maior população indígena entre os
34 DSEI do Brasil, região essa com o transporte sendo 95% fluvial o ano
todo e que há 06 anos atrás era considerada como região de Alto Risco para
Malária inclusive com óbitos notificados, onde somente em 2013 notificamos
6.311 casos da doença nas três formas ( Vivax, Falciparum e Mista)?
Pois é, ELIMINAR a
Malária no Amazonas é POSSÍVEL sim e nós aqui no DSEI ARS continuamos
mostrando isso.
Graças aos
investimentos realizados pelo DSEI/SESAI e as parcerias de fundamental
importância com a SVS, FVS, gerências de endemias dos municípios de Tabatinga,
São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça e principalmente pelo trabalho
árduo e ótimo desempenho de minha equipe do DSEI ( Equipe de Endemias e Equipes
do Pólos Base) nas ações de Controle Vetorial, Manejo de Lagos, Borrifação,
Termonebulização, Promoção, Prevenção e Diagnóstico e Tratamento em 48h,
garantindo todos os insumos necessários, tudo isso de forma integral,
programada, com prioridade e de forma permanente.
Por tudo isso
sendo realizado ao longo desses anos com muita seriedade, saímos de uma região
de Alto Risco em 2013 com 6.311 casos para uma região de BAIXO RISCO para
Malária em 2017 com 485 casos, onde fazem 05 meses que recebemos o Prêmio
Histórico e Internacional pela OMS/OPAS pela diminuição da Malária no País,
sendo os Campeões no Combate contra a Malária nas Américas em 2017, sedo
premiado em Washington DC.
Mesmo com uma
população de mais de 70 mil Indigenas moradores de 231 aldeias, continuamos com
nossas ações que são realizadas de forma integral, programada, com prioridade e
de forma permanente nas nossas aldeias. Em 2018 reduzimos ainda mais o número
de casos de Malária pois foram notificados somente 334 casos, continuando nossa
região com baixa contaminação, caindo ainda a incidência que era IPA 7,11 em
2017 para IPA 4,86 em 2018.
Outro dado
importante em 2018, é a eliminação em 100% dos casos de Malária Mista, 98,61%
nos casos de Malária Falciparum e 94,37% nos casos de Malária Vivax.
Então meus amigos,
é POSSÍVEL sim a ELIMINAÇÃO da Malária no Amazonas e no País.
Somente agradecer
a Deus pela oportunidade que nos dá de cuidar e melhorar a vida do nosso povo
indígena nas aldeias, e ainda a toda minha aguerrida equipe que faz a diferença
sempre.
" SE FOSSE
FÁCIL NÃO SERIA SAÚDE INDÍGENA"
Sobre Weydson
Gossel Pereira
Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto
Rio Solimões com sede em Tabatinga (AM).
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