Foto: Margarete Brandão
No material, que passou por análise com
técnicas bioquímicas avançadas, foi identificado danos no DNA
As partículas carregadas de toxinas, liberadas
durante queimadas na Amazônia, se inaladas
involuntariamente por longo período podem causar estresse oxidativo das
células e danos genéticos irreversíveis, resultando até mesmo em câncer de pulmão.
A descoberta é resultado de um estudo
realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Fundação
Oswaldo Cruz, Universidade
Federal do Rio de Janeiroe Universidade Federal de Rondônia.
A equipe, liderada pela bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP, coletou amostras de
fumaça em Porto
Velho, em Rondônia,
uma das áreas mais afetadas em função das queimadas na região amazônica.
Para entender como se dá a contaminação, os
pesquisadores expuseram, em laboratório, linhagem de células pulmonares a
partículas carregadas de toxinas, em concentração semelhante às encontradas nas
queimadas da Amazônia.
EBC
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