Foto: Reprodução/Internet
Prefeito de
Tabatinga defende que a Força Nacional fique permanentemente na cidade
Tabatinga, na tríplice
fronteira (Brasil, Colômbia e Peru) defende que a Força Nacional com um
efetivo de no mínimo 80 homens fique estacionada, permanentemente, no
município. “A presença das forças armadas no exercício internacional humanitário,
que contou com a presença recentemente de vários países como observadores
e o Peru e a Colômbia com tropas, deu grande visibilidade à região do Alto
Solimões. Mas para que as grandes cidades como Manaus, São Paulo e Rio de
Janeiro, por exemplo, tenham paz, é fundamental ampliar a segurança aqui”,
afirmou o prefeito Saul Nunes Bemerguy.
Ele destaca que toda vez
que há grande movimentação militar na região, como a que aconteceu no
município, que contou com a presença do ministro da Defesa,
Raul Jungmann, a sociedade local sente-se mais protegida e reaviva suas
esperanças para a diminuição da violência na tríplice fronteira. Mas, depois
que as aeronaves decolam, o que se vê é a insegurança retornando e a frustração
pela falta de infra estrutura social e econômica.
Os riscos pela
transformação da tríplice fronteira em região dominada pelo narcotráfico, como
já aconteceu com Medellin e Cali, na Colômbia, e hoje se vê na fronteira do
México com os Estados Unidos da América, como em cidade Juarez, somente vão ser
debelados com ações de mando e controle. Mas, igualmente, com a
criação de infra estrutura social, educacional, de saneamento básico,
saúde, mercado e beneficiamento dos produtos da floresta e dos rios, como a
pesca racional (esportiva e manejo) e o turismo de Selva.
Força
Mas o desenvolvimento
econômico regional, que pode ser capitaneado pela Superintendência da Zona
Franca de Manaus (Suframa), precisa andar ao lado da força, porque os
narcotraficantes somente reconhecem quem tem poder de fogo superior aos deles.
Nesta direção, as forças armadas (Exército, Marinha e
Aeronáutica), polícia federal, força nacional, polícia civil,
polícia militar, e todas as agência de inteligência e defesa do Brasil;
precisam aumentar seus contingentes na região e transformar Tabatinga em área
militarizada, para fazer frente ao avanço milionário do
narco terrorismo.
Segurança nacional
Bemerguy, que está em
seu segundo mandato como prefeito, o primeiro foi de (2009-2012), entende que
não há como impedir que os narcotraficantes que dominam os carteis
dos lados das fronteiras da Colômbia e do Peru diminuam os envios de
drogas para o Brasil; se não for traçada uma política de segurança nacional,
dentro da tradição do Programa Calha Norte e do emprego de inteligência e
tropas, para combater os grupos que atuam na região.
Mobilidade
O Exército brasileiro,
através do seu efetivo permanente de Tabatinga, tem conseguido diminuir a
atuação dos carteis com suas patrulhas na selva e seus pelotões
de fronteiras. Mas, mesmo assim, tem sido insuficiente, porque a
estratégia mais conhecida do narcotráfico é a mobilidade, para fugir do
controle e da fiscalização oficial.
Indígenas
Também os índios da
região, notadamente, os Tikunas, sofrem com a ação dos narcotraficantes, que
entram em suas terras ancestrais para transportar a droga em rotas alternativas
aos rios. Os 'narcos' vão além e também utilizam o Vale do Javari, como áreas
de entrada da droga, com ênfase do lado peruano para o brasileiro.
Estratégias
Por fim, vale
lembrar, que a colaboração internacional para debelar a dominação do
território local pelos cartéis de drogas, passa por ações conjuntas das tropas
do Brasil, Peru e Colômbia, como já vem ocorrendo pontualmente. Lima e Bogotá,
sabem que para derrotar os narcotraficantes tem que serem adotadas
estratégias diferentes das que foram empregadas para vencer a
guerrilha regular das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e
o Sendero Luminoso do lado peruano.
Bancos
Uma das soluções
seria o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e demais
bancos e agências de fomento internacional, financiarem projetos sustentáveis
na região, para criar novas fontes de geração de riquezas, o que serviria
de contraponto às drogas e alternativa real de novos empregos, tecnologia,
qualidade de vida e desenvolvimento regional.
Acrítica/Antonio Ximenes
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