AMAZONLOG17: Representante da ONU avalia simulações do Exército Brasileiro em Tabatinga

14/11/2017, terça-feira

Foto: Divulgação/Exército

Tabatinga (AM) - “Apesar de algumas melhorias pontuais, exercícios de ajuda humanitária são eficientes”. A avaliação é da assessora de Proteção das Organizações das Nações Unidas (ONU), Isabela Mazão. O Órgão internacional foi convidado para participar do exercício logístico coordenado pelo Exército brasileiro, “Multinacional AmazonLog”.

A representante da ONU observou um exercício de resposta simulada de emergência para população evacuada de uma seca na Amazônia. Segundo Mazão, a situação hipotética da cria cria um protocolo para qualquer tipo de deslocamento de pessoas que precisam de ajuda, seja na cheia, terremoto ou qualquer outro tipo de desastre natural.

"A princípio, discuti junto ao Exército algumas melhorias pontuais, mas, no geral, trata-se de um exercício muito interessante para melhorar esse fluxo de ações”, afirmou a assessora. De acordo com Mazão, a simulação já mostra uma possível resposta eficiente por parte das tropas brasileiras.

Imigração de venezuelanos

De acordo com o portal da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Brasil é o segundo país do mundo que mais recebe venezuelanos. Até o momento, foram registrados cerca de 13 mil solicitações de refugiados da Venezuela.

O ministro da Defesa, Raul Jungamnn, que também esteve presente em Tabatinga no AmazonLog, comentou sobre a entrada de venezuelanos na região de Paracaraima, na fronteira  de Roraima com a Venezuela. “Hoje as Forças Aramadas e outras agências já cuidam de boa parte do atendimento das pessoas que chegam no Brasil, por meio de Roraima e vamos continuar ajudando da mesma forma”, afirmou o ministro.

Ao visitar as atividades realizadas pelas tropas militares brasileiras em Tabatinga, o ministro destacou a importância de unir as nações em ajudas humanitárias e relembrou o caso do time de futebol Chapecoense, que sofreu acidente de avião no país colombiano. “A forma como a Colômbia tratou a Chapecoense depois do acidente, é isso o que queremos: ajuda mútua em favor dos nossos povos”, afirmou.

Em Tempo/Roger Lima


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