Foto: Reinaldo Okita (Denúncia foi feita
durante o Simpósio Internacional de Logística Humanitária, organizado pelo Exército Brasileiro)
Segundo o comandante de Logística do
Exército, o projeto que levaria serviço de rede de dados de qualidade, como
internet, para o interior, foi parado por cortes orçamentários do governo Temer
Manaus – O comandante de Logística do Exército,
General Guilherme Cals Theophilo, denunciou que, devido a cortes orçamentários
do governo federal, o projeto Amazônia Conectada, que levaria serviço de rede
de dados de qualidade, como internet, para o interior, teve suas obras paradas.
A denúncia foi feita durante o Simpósio Internacional de Logística Humanitária,
organizado pelo Exército Brasileiro, na última semana, em Manaus. De acordo com
o general, as obras foram paralisadas na cidade de Tefé.
“A Amazônia Conectada sentiu um pouco o
controle de despesas do governo federal. Alguns aditivos de contratos que nós
tínhamos foram afetados, como as ligações para prosseguir até Tabatinga, na
calha do Solimões, depois passar pelo Negro, Madeira, Purús e Juruá e a
contratação de um provedor pra poder jogar esse cabo mãe para as escolas, comunidades
e repartições públicas da própria cidade de Tefé”, explicou.
Segundo o general Theophilo, as obras serão
retomadas, mas sem data para finalizar. “Já foi eleito um comitê gestor com a
representação do Ministério das Comunicações, Ciência e Tecnologia; Ministério
da Defesa e está sendo capitaneada pelo estadual (Comando Militar da Amazônia)
do Exercito”, completou.
Amazon Log
Em relação ao exercício prático dos produtos
expostos no simpósio de segurança e defesa, marcado para o mês de novembro, na
cidade de Tabatinga, o general revela que o evento não foi afetado pela redução
de orçamento federal, por ser uma parceria entre ministérios.
“O Amazon Log já vem sendo planejado há
mais de dois anos, esses recursos estão distribuídos entre vários ministérios
(Ministério da Defesa,Ministério da Saúde e Ministério da Justiça). Logo, os
órgãos que estãosendo empenhados estão entrando cada um com uma pequena colaboração”,
disse.
O comandante de logística adiantou que o exército
irá aproveitar o evento para fazer um debate científico e tecnológico para que
as leis ambientais fiquem sincronizadas com os países vizinhos da tríplice
fronteira para que as nações possam trabalhar da mesma forma.
“Não adianta o Brasil ter uma lei que proíba
o desmatamento, se o Peru e a Colômbia não têm a mesma lei. Nós vemos agora
pela apresentação do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis), em uma simples caso de um peixinho ornamental
chamado aruanã que nós proibimos a pesca predatória dele, a Colômbia também fez
uma lei nesse sentido, colaborando com o nosso trabalho”, lembrou.
Natasha Pinto / redacao@diarioam.com.br/ D24am
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