Foto: Divulgação (Homem foi preso durante o
desfile de 7 de setembro)
Mãe da criança disse ao
delegado que sonhou que encontraria algo nos arquivos do computador do marido
Um professor da rede municipal de Jutaí, de
35 anos, foi preso, durante o ‘desfile de 7 de setembro’ da cidade, no fim da
tarde desta quinta-feira (07/09), com fotografias pornográficas mostrando ele
abusando sexualmente da enteada, de 5 anos, segundo informou o delegado
Genilson Arruda, do 56º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Jutaí (a 751
quilômetros a oeste de Manaus).
O nome
dos envolvidos na ocorrência foram ocultados para proteger a vítima. Segundo
delegado, a mãe da menina e companheira do professor desconfiava, há meses, do
homem. À Genilson, ela disse que sonhou que encontraria algo nos arquivos do
computador do professor.
No fim da tarde de quinta, a dona de casa
olhou o notebook do companheiro e encontrou fotografias que mostravam a filha
dela sendo abusada sexualmente pelo professor. “A mãe da menina disse que
sonhou e, no sonho, disseram: não esquece de olhar o computador dele’”, disse o
delegado, acrescenta que a dona de casa o procurou chorando.
Genilson
disse que o rosto da menina não aparece nas fotos, mas ele concluiu que se
tratava da enteada do professor, porque vários elementos que aparecem na foto
são pertencentes à dona de casa. “Inclusive, a fronha do travesseiro, que
estava no fundo da foto é igual a que ela (mãe da menina) trouxe pra mim.
Juntando algumas informações tive a certeza, analisei que tinha fundamento”,
disse o delegado.
Segundo
Genilson, a dona de casa mexeu no notebook do professor, na casa onde o casal
mora, no bairro São José, em Jutaí, enquanto ele estava no ‘desfile de 7 de
setembro’, no Centro da cidade.
Ao ser
preso, segundo o delegado, o professor admitiu que abusou da enteada no início
deste ano e que tentou abusar mais uma vez, mas não conseguiu, porque a mãe
acordou no momento da tentativa do crime.
Após o
abuso, a menina se recusou a morar com o padrasto e passou a morar com uma avó,
na comunidade São João do Acural, também em Jutaí. Apesar da prisão ter
acontecido por volta de 6h de quinta, o delegado disse que concluiu o flagrante
apenas nesta sexta.
O
professor foi preso, em flagrante, por armazenar, possuir ou adquirir imagens
de crianças em cenas que contenham sexo explícito ou pornográficas, envolvendo
criança ou adolescente.
O crime
é passível de fiança e o delegado arbitrou o valor de R$ 10 mil que deveria ter
sido pago até o fim da tarde desta sexta. Como o valor não foi pago, o delegado
solicitou, da Comarca de Jutaí, que a prisão em flagrante seja convertida em
prisão preventiva e o professor deve permanecer preso. O intuito, segundo o
delegado, é investigar se o professor não fez outras vítimas na escola onde
trabalha.
Girlene Medeiros/D24am/ redacao@diarioam.com.br
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