10/11/2016, quinta-feira
Dia de paralisação prevê uma assembleia que pode inclusive definir uma paralisação geral da categoria, de acordo com presidente da Seção Sindical (Foto: Reprodução)
Segundo os docentes, ato é uma forma de repúdio à PEC 55 que tramita no Senado e também um protesto por conta das más condições de trabalho na instituição
Rafael Seixas
Manaus (AM)
Os professores da Universidade do Estado do Amzonas (UEA) que atuam na capital e no interior paralisarão suas atividades nesta sexta-feira (11), em forma de repúdio a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55/2016) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior. Falta de pagamentos dos cursos de oferta especial, professores sem promoção de carreira, cortes de benefícios e precarização da estrutura física dos prédios da UEA são também alguns dos motivos da paralisação.
Nesse dia de paralisação os docentes realizam atividades de mobilização em unidades da capital e interior como Tefé e Parintins, com Ato Público na Praça da Polícia, às 8h, Coletiva de Imprensa às 11h na Escola Normal Superior – ENS/UEA (av. Djalma Batista, 2.470, Chapada), Assembleia Geral Extraordinária às 15h no auditório anexo da ENS (Cidade dos Carros) e Atividades Culturais de Resistência, a partir das 18h, no estacionamento da ENS.
De acordo com a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UEA, Lúcia Puga, essa é a programação prevista para o dia de paralisação, porém outras ações serão definidadas nas atividaes. “Isso é o que está programado, mas teremos assembleia e podem ser definidas outras coisas, como a paralisação geral”, informou.
Sobre a PEC 55, ela opinou que trará severas restrições para a realização dos direitos sociais que estão previstos na Constituição Brasilieira de 1988. “Ao colocar um teto para os gastos primários, vão fazer que as necessidades [da população] só aumentem com os recursos menores”.
Documentos enviados à reitoria
Em nota, o Sind-UEA relatou que encaminhou um ofício à reitoria da universidade, no dia 8 de novembro, informando a paralisação da categoria nesta sexta-feira, deliberada em Assembleia Geral Extraordinária, no dia 25 de outubro.
Ainda segundo o documento, os professores pleiteiam: o pagamento das aulas ministradas nos cursos de Oferta Especial em 2015 e 2016, o pagamento dos dissídios de maio de 2015 a maio de 2016, o cumprimento das promoções horizontais e verticais e seu pagamento, a manutenção do ticket alimentação e a correção e republicação das tabelas de remuneração dos docentes.
“Estamos brigando por espaço, literalmente. A gente compete para conseguir executar nossos projetos. Temos um quadro de professores importante, com muitos mestres e um número crescente de doutores, o que é positivo. Mas, onde vamos sentar para trabalhar?”, afirma Lucia Puga, salientando que a Cidade Universitária foi pensada para ser a solução dos problemas da capital, mas está com as obras paradas e com os 80 milhões lá investidos enterrados na estrada de acesso, nos pilares da Reitoria, Restaurante Universitário e Biblioteca.
Fonte: ACrítica
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