#Amazônia - A Civilização Marajoara

03/02/2016, quarta-feira

Foto: Site Mania de Amazônia

Os Marajoaras ou cultura do Marajó foi uma Era_pré-colombiana sociedade que floreceu na Ilha do Marajó na boca do rio Rio_Amazonas. Numa pesquisa, Mann sugere datas de 800 AD e 1400 AD para a cultura. Contudo, atividade humana já tinha sido documentada nesses locais já cerca de 1000 aC. a cultura parece persistir na era colonial.

A civilização Marajoara não deixou para a posteridade cidades e obras de arquitetura, porem deixou uma cerâmica pela qual pode ser reconstituída toda a sua historia. Sua intensa produção durou até aproximadamente o ano de 1.350 de nossa era. Com muita paciência e sabedoria transformaram a argila em peças utilitárias ou ornamentais, as quais souberam dar colorido, contraste e uma fantástica misturas de tintas extraídas de vegetais ou frutos silvestres.

É representada por urnas funerárias, tangas, vasos e estatuetas, sendo que em todas as suas peças, podemos observar traços muito interessantes onde são retratados o desenvolvimento cultural da civilização marajoara. A sofisticação das peças de cerâmica fizeram pesquisadores comparar a civilização marajoara com a civilização asteca.


A incessante busca pelas peças que decifrem o quebra-cabeça da origem da nossa história levou cientistas a descobrir os costumes e a cultura da sociedade marajoara. Dos marajoaras pouco restou. Mas o avanço da ciência contornou as pistas exíguas deixadas por esse povo que possuía habilidades artísticas altamente sofisticadas, e, através de análises químicas, o legado das cerâmicas revela agora como viveu essa sociedade de um milênio atrás – considerada uma das primeiras organizações sociais do Brasil. Quando se fala de marajoaras associa-se imediatamente essa expressão a peças de cerâmica. Pois bem, sabe-se agora também que quando se falar dessas peças será preciso associá-las às mulheres: eram elas as responsáveis por sua confecção. A técnica artesanal era avançada: sabiam escolher a melhor argila e misturavam a matéria-prima a um “tempero” feito com casca de árvore e areia para depois levar a peça ao forno. “O desenvolvimento tecnológico dessa sociedade era muito alto, porque as características da cerâmica são muito sofisticadas”, diz Casimiro Murita, responsável pela pesquisa física e química das obras no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da USP.

Essa complexa civilização viveu em um ambiente extremamente inóspito: muito quente e úmido, sujeito a enchentes e com solo pobre. E essa é uma das razões que levavam os marajoaras a construir enormes morros, chamados tesos, para abrigar suas casas. Estima-se que eles dominaram a ilha até o ano 1400. Como essa sociedade desapareceu? Isso ainda é um mistério que apaixona a antropologia. No século XV chegaram à Amazônia os primeiros colonizadores, espanhóis, mas já então o embate se deu com outra população indígena da região – os Tapajós. Na Ilha de Marajó, particularmente, os europeus encontram somente outras tribos culturalmente mais rudimentares. Dos marajoaras só havia a cerâmica e os enormes morros. Os pesquisadores supõem que essa civilização se destruiu em guerras e foi também dizimada devido a períodos de forte carência alimentar devido a um hostil meio ambiente.

Fonte: Site Mania de Amazônia, Wikipédia e Revista IstoÉ

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