#Tabatinga-AM - Seca do Rio Solimões prejudica embarcações e transporte de cargas

20/10/2015, terça-feira

Fotos: Seca do Rio Solimões Otto Farias / Rádios EBC

Comerciantes estão pagando em dobro frete de Tabatinga para Benjamim Constant, fazendo com que os produtos cheguem mais caros ao consumidor

Tabatinga (AM) - A seca do Rio Solimões, no Amazonas, está medindo atualmente 2,84 metros, mais baixo se comparado ao mesmo período do ano passado, quando alcançou os 3 metros. A informação é do representante da Agência Nacional de Águas  (ANA) Jaime Silva. Com isso, o fenômeno tem prejudicado a navegabilidade e o transporte de cargas de comerciantes dos municípios, principalmente de Benjamim Constant. A cidade fica localizada no Rio Javarizinho, um dos afluentes do Rio Solimões, mais seco da região.

Segundo o comerciante Jucineiry Gomes, morador de Benjamin Constant, a seca prejudica a eficiência do transporte fluvial de cargas. O empresário tem que pagar duas vezes o frete de Tabatinga para Benjamim Constant, fazendo com que os produtos cheguem mais caros ao consumidor.

"Todos nós comerciantes de Benjamim Constant fazemos os pedidos no grande centro de Manaus. O transporte é fluvial e, então, esses barcos não estão conseguindo atracar no porto de Benjamim Constant devido à seca. Consequente a isso, as nossas mercadorias não chegam ao destino final e, com isso, encarece o valor dos produtos, porque temos que fazer um translado de mercadoria através do porto de Tabatinga para o porto de Benjamim Constant".

Na vazante do rio, são inúmeras as dificuldades que os barcos enfrentam. Nickson Gerra, comandante de um dos barcos que trafega no trecho Tabatinga e Manaus, falou algumas delas e a estratégia usada por ele para facilitar o transporte.

"Temos um aparelho que mede a profundidade do rio, o GPS e o radar. Nós navegamos a partir desses aparelhos, porque o barco é muito grande e, por isso, quase ninguém vai para Benjamin Constant".

Além dos barcos grandes, a vazante do Rio Solimões também tem afetado os trabalhos dos taxistas fluviais que fazem o trecho de Benjamim a Tabatinga. Segundo os taxistas fluviais, o movimento dos passageiros caiu em relação aos outros períodos.

Fonte: Rádio Nacional do Alto Solimões

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