Poesia - Friagem de Agosto

Por Carlos Alberto Gossel Pereira
 
Que melancolia é esta
Que não me deixa sonhar
Friagem de Agosto
No corpo a me tocar
 
A noite ao chegar

Pode ser tão eterna

Traz o frio para mim

O quarto me protege

 

Não posso contar estrelas

A friagem me impede

O céu está escuro

A vida não me espera

 

Por ti guardo amor

Não sei o que pensar

Medo de sofrer

Não sei o que esperar

 

Tua presença me faz bem

Sinto-me bem junto a ti

Sou feliz junto a você

O destino do meu existir

 

Quem já sofreu um dia

Sempre, sempre sofrerá

O coração cria armas

Para novamente não errar

 

Corpo que precisa de calor

Do amor talvez não precise

Vento frio que se joga

Traz-me junto um vazio

 

Eu desejo o dia

Pois o sol vai me esquentar

De manhã a rua enfrento

Por que agora vou trabalhar

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