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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Folha de São Paulo publicou: "Índios criam milícia uniformizada na fronteira com a Colômbia e Peru"


30/11/2017, quinta-feira


Tabatinga (AM) - A Folha de São Paulo publicou ontem, quarta-feira dia (29/11), uma matéria com o título “Índios criam milícia uniformizada na fronteira com a Colômbia e Peru”, iniciando-se assim: “De quinta a domingo, quando cai a noite nos bairros de Umariaçu 1 e 2, em Tabatinga (AM), eles saem de casa de camisa preta, calça, coturno, cassetetes, rádios e lanternas. Cerca de 40 homens e mulheres adultos patrulham o bairro para coibir o consumo de álcool e drogas”. Veja a matéria completa no link https://goo.gl/o2LS6a

Em 2010 o Blog Alerta Total, em 23 de julho de 2010 já tinha publicado sobre esse assunto. Veja abaixo:

Florêncio Mesquita, do Portal Amazônia, denuncia que a Polícia Federal investiga possíveis abusos de violência, invasão à residências, prisões ilegais, tortura e até homicídios praticados pela milícia indígena autointitulada “Polícia Indígena do Alto Solimões (Piasol)”. A PF também investiga uma suposta ligação dos indígenas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que já estão no fogo lento do debate na sucessão presidencial, pelas ligações do PT com o Foro de São Paulo, organismo que simpatiza com os narcoguerrilheiros colombianos.

O Comando Militar da Amazônia deveria intervir neste caos institucional, independentemente da vontade do Palácio do Planalto ou do Ministério da Defesa – cujos “comandantes-em-chefia” são defensores da autonomia das “nações indígenas”, proibindo as forças armadas de lá atuarem.

Como surgiu?

O superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes, denuncia que que a Piasol é uma organização paramilitar formada por ex-integrantes do Exército Brasileiro.

Os reservistas indígenas estariam usando o treinamento adquirido nos quartéis para se impor como autoridade policial.

Os crimes cometidos pela milícia estariam ocorrendo nas aldeias de Umariaçu e Filadélfia da etnia Ticuna, na fronteira entre Brasil e Peru.

Milícia, sim

O superintendente da PF no Amazonas ressalta que a Piasol só pode ser definida, tecnicamente, como uma milícia, fora da lei:

A Policia Federal não aceita essa organização que no nosso ponto de vista é paramilitar. Eles criaram o Estatuto Único da Polícia Indígena do Alto Solimões que é basicamente a cópia de um estatuto militar. Esse documento descreve as denominações das patentes, promoções e crimes dos indígenas militares. Eles têm coronel, soldado, sargento, deserção e tropa, todos itens e nomenclaturas do Exército. Como dizer que essa organização não é paramilitar?”.

O superintendente informou que os indígenas da Piasol andam uniformizados com calças do Exército e camisas da cor preta, com símbolo da organização.

Armamento alternativo

Em vez de armas de fogo, os indígenas usam facão e tonfa (tipo de bastão semelhante ao cacetete usado pela Polícia).

O delegado Fontes adverte que a PF não tem como saber quantos dias os indígenas deixam as pessoas presas sem julgamento ou quantos lares eles invadem sem autorização:

"A Piasol é uma organização sem controle. Só quem faz o uso legítimo da força em uma democracia é o Estado. Como vamos permitir que uma entidade sem nenhum amparo legal possa também fazer uso da força e forma de descontrolada?".

Funai impotente

A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) também considera a Piasol uma organização ilegal.

O coordenador regional da Funai no Amazonas, Odinei Rodrigues Haldin, também não concorda com existência da milícia, bem como, qualquer postura violenta adotada pela organização.

Odinei alega que a Fundação Nacional do Índio não tem como controlar a ação da Piasol apesar de defender os interesses das terras, costumes e culturas indígenas.

Justificativa

Os índios alegam que a Piasol foi criada para combater o consumo de álcool e o tráfico de drogas nas aldeias.

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