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#Tabatinga-AM - Saúde: Tabatinga precisa de um hospital civil

31/07/2017, segunda-feira

Atualizado: 31/07/2017 - 16:20

Foto: Revista Apólice

Esse final de semana houve várias discussões sobre a falta de hospital civil que auxilie a Saúde em Tabatinga, após ter relatos de que os leitos no Hospital de Guarnição de Tabatinga – HGuTab e na Unidade de Pronto Atendimento – UPA estarem com superlotação, quer dizer, falta leito frequentemente ou já não são suficientes para os doentes da região, já que esses dois atendem toda a região do Alto Solimões.

Após a discussão, um componente de um grupo postou, conforme abaixo, referente ao hospital. Depois de ler completamente achamos sensato publicar e entendemos que tem sentido o que o cidadão publicou. Veja abaixo:

"Amigo agora a tarde vi uma discussão acerca da falta do hospital em Tabatinga. Vou colocar aqui alguns fatos para que entendam essa situação. A implantação do Consórcio Intermunicipal da Mesorregião do Alto Solimões feito na década de 90 pelo Ministério da Integração, prévia a integração de todos os municípios na solução de seus problemas comuns. Uma delas foi a área da Saúde. À época se cogitou implantar na região, um hospital de média e alta complexidade para atender os pacientes. Dentro do espírito de consórcio, cada município contribuiria financeiramente com o funcionamento desse hospital, além dos governos Estadual e Federal.

Ocorre que os prefeitos à época não chegaram a um denominador comum onde seria esse hospital. Cogitou-se Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença. Havia a tese na qual este hospital deveria ser construído em Tabatinga por causa de sua posição estratégica por ter um aeroporto de médio porte (nos demais municípios existem pistas de pouso). Prevaleceu a falta de visão, a miopia dos prefeitos e seus sucessores não deram a mínima importância para o assunto. O mesmo acontece com a compra de medicamentos, onde os municípios juntos comparariam os medicamentos o que baixaria o custo. Nunca fizeram pois alguns prefeitos questionavam seus 10% de propina. Enfim, em outras regiões os consórcios funcionam perfeitamente. O do Alto Solimões serviu apenas para o desvio do dinheiro público a exemplo do que ocorreu em 2007 quando foi denunciado e comprovado o pagamento de 18 milhões em obras fantasmas em Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença.

Eu acompanhei esse processo enquanto jornalista. A Terezinha e a Gleissimar participaram ativamente na articulação e podem confirmar. O nosso problema é que infelizmente temos prefeitos sem visão. A prova é que hoje o Consórcio está desmoralizado por causa das obras fantasmas ocorridas no governo do Eduardo Braga.

Quem era o prefeito na época era o Joel Santos de Lima.

Eu sempre defendi a tese no qual o interior tem que se valorizar e ser respeitado. Isso vinha ocorrendo com o Consórcio e por conseguinte com o SEVAS. O Eduardo percebeu isso. Ele esteve no SEVAS em Fonte Boa em agosto de 2002 quando era candidato e em abril de 2003 no SEVAS de Atalaia do Norte já governador. Ele percebeu que o Alto Solimões estava se fortalecendo políticamente e eu no Amazonas em Tempo dava voz para a região. Nenhuma liderança gosta disso...

Os trabalhos do Ministério da Integração para implantar o Consórcio começaram ainda na época do Balieiro.

Isso foi em 1995/1996 começou aí.

Na verdade o ponto de partida desse processo foi criado pela Diocese através do Dom Alcimar. Infelizmente os nossos políticos não compreendem."

Nossa saúde pública merece uma atenção especial por parte de nossos governantes, já que muitos tabatinguenses, viajam a Manaus para pedir apoio na saúde, para poder se tratar, já que a região não atende à sua necessidade em casos mais complicados, e a população do Alto Solimões se utiliza do Hospital de Guarnição de Tabatinga - HGuTab e a Unidade de Pronto Atendimento - UPA.

Para quem tem dinheiro pode ir a Manaus (AM) ou a São Paulo (SP) tranquilamente, mas para quem não tem a dificuldade é imensa e sofrida, sem falar que quantos poderiam já ter morrido por falta de diagnóstico cedo, antes da doença ter evoluído e assim evitado sua morte.

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