#Amazonas - Mais de 92 mil famílias foram afetadas pela cheia, diz a Defesa Civil

29/06/2015, segunda-feira

(Foto: André Zumak/Freelancer)

Conforme levantamento do Idam, Iranduba é o município com maior prejuízo em sua produção agrícola, somando perdas superiores a R$ 16 milhões

Conforme último balanço da Defesa Civil, 48 municípios do Estado estão em situação de anormalidade, sendo Boca do Acre e Anamã as duas cidades em estado de Calamidade Pública. O órgão ainda aponta que 92.024 famílias foram afetadas, o que corresponde a 460.191 pessoas atingidas.

Os municípios em Situação de Emergência são: Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati, Carauari e Juruá no Rio Juruá e Lábrea, Canutama, Pauini, Tapauá e Beruri no Rio Purus. Benjamim Constant, Tabatinga, Atalaia do Norte, Amaturá, Santo Antonio do Içá, São Paulo de Olivença, Tonantins, Jutaí e Fonte Boa no Alto Solimões e Tefé, Alvarães, Uarini, Codajás, Anori, Anamã, Coari, Caapiranga, Manacapuru, Careiro da Varzea, Manaquiri, Careiro no Médio Solimões, Maraã e Japurá no Rio Japurá, Borba no Rio Madeira e Itacoatiara, Silves, Urucurituba no Médio Amazonas, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Urucará e Parintins no Baixo Amazonas.

Ao todo, 807 toneladas de alimentos não perecíveis, kit´s dormitório (colchões, redes, mosquiteiros) kit´s de higiene pessoas, medicamentos, filtros de água e hipoclorito de sódio foram distríbuídos pela Defesa Civil.

Saiba mais: Repiquete

O ciclo normal das águas amazônicas sofre alterações de subida e descida drástica por conta das chuvas que ocorrem nas cabeceiras das calhas dos rios. Quando param de subir, ocorre o fenômeno do repiquete, que é uma reação de subida repentina e pouco duradoura, como se fosse um sinal de que começariam a descer. A oscilação é tão grande que afeta o metabolismo dos peixes, modificando substancialmente o seu comportamento. Em tais situações, a temperatura dos lagos fica tão baixa que alguns peixes ficam inativos.

Rio Negro

Conforme o sistema de medição do Porto de Manaus, o rio Negro esteve, até a última sexta-feira, com a cota de 29,65. O nível está estabilizado desde a última quarta, após as águas terem subido um centímetro.
Em números

R$ 64 milhões. Esse é o valor da perda de produtos agrícolas perdidos devido aos efeitos negativos da cheia dos rios no Amazonas, neste ano. O número é fruto de um levantamento feito pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), até junho deste ano.

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